6 formas de contribuir com a visibilidade lésbica no dia a dia

Agosto é o mês em que se celebra a visibilidade lésbica. Aprenda com a gente algumas formas de ajudarem as manas a ter voz e vez.

Vivemos em uma sociedade machista, onde as orientações não-heterossexuais permanecem sendo mal vistas e pouco faladas. E por natureza, essa sociedade também faz a figura e a voz femininas serem vistas como menores. Diante disso, a luta pela visibilidade lésbica surge como uma corrida na contramão, e visa garantir que mulheres lésbicas e bissexuais tenham sua presença e seus direitos respeitados.

Essa questão vai muito além de receber destaque. O que essas manas buscam é um momento de protagonismo, no qual consigam discutir melhor sobre suas demandas e fazer com que sua fala tenha lugar. E ajudá-las a construir esse espaço é algo que todas nós podemos fazer, através de atitudes simples e de um pouco mais de atenção. Veja a seguir algumas dicas de como fazê-lo.

Entenda e elimine ações e atitudes lesbofóbicas do seu dia a dia

A gente nem precisava falar do quanto são infames as piadinhas e julgamentos do tipo “essa roupa é de sapatão”, “isso é falta de p***” ou “fica faltando alguma coisa”. Fora serem desagradáveis, atitudes desse tipo só reforçam a cultura machista, e mantém o homem no centro de tudo. Evitar esses comportamentos (e corrigir quem ainda os têm) é muito importante para construir ambientes de respeito.

Naturalize o respeito às relações lésbicas

Precisamos desconstruir ideias arcaicas que ainda estão presentes por aí. Lésbicas não são mal-amadas ou mal-comidas. Relacionamentos lésbicos não são uma vingança de mulheres que não conseguem ser felizes com um homem. As mulheres devem ter a liberdade de viver seus afetos como entenderem ser mais conveniente – e o afeto lésbico/bissexual é tão legítimo como o hétero.

Lute contra a fetichização da sexualidade lésbica

O sexo envolvendo duas mulheres é uma das maiores fantasias eróticas masculinas – e isso só reflete que ainda existe uma forte associação do prazer sexual à figura do pênis. NÃO! Existem várias outras formas de uma mina ter prazer, e elas não precisam estar sugestionadas a um homem. O pensamento de que o sexo é algo pra agradar o homem é machista, antiquado e retrógrado.

Se informe sobre demandas e violências sofridas por lésbicas

A melhor forma de desenvolver empatia e valorizar a causa lésbica é entender melhor o que as manas passam. Mulheres lésbicas hoje tem pouca representação na mídia e na política. Pouco se fala sobre saúde da mulher lésbica (por exemplo, não há campanhas específicas de proteção a ISTs para esse grupo). Além da violência verbal, muitas lésbicas são vítimas de agressões e estupros corretivos. Portanto, a questão vai muito além de um discurso de aceitação. Precisamos dar mais atenção e exigir mais cuidado com nossas manas.

Incentive a inclusão das mulheres lésbicas nos debates sobre a causa LGBT

A invisibilização do discurso feminino ainda é grande – e infelizmente, a própria comunidade LGBT não fica de fora. Ouvir a palavra homossexual remete imediatamente ao homem gay, apesar do termo também enquadrar as mulheres. Ainda existe muito protagonismo masculino no movimento, e é preciso que as lésbicas tenham mais voz ativa. Não apenas porque o movimento fica mais forte, mas porque as necessidades delas também precisam ser ouvidas e merecem a devida atenção.

Batalhe contra o machismo diariamente

O que sustenta a estrutura patriarcal e preconceituosa de nossa sociedade ainda são as relações de poder, que privilegiam o homem branco e hétero. Lutar contra a centralização deste poder nas mãos dessa figura é obrigação de todos que querem garantir uma sociedade mais justa e igualitária. E essa conquista certamente criará mais oportunidades para que as vozes de mulheres lésbicas e bissexuais apareçam com mais força.

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