8 músicas feministas nacionais recomendadas para todo mundo

Agora é a vez de listar músicas de cantoras brasileiras que representam o posicionamento e o sentimento de mulheres sobre diversas questões importantes.

Garotas, voltamos com mais uma seleção musical! Depois de listarmos músicas internacionais com representatividade feminista, vamos agora divulgar e enaltecer cantoras nacionais e seus hinos feministas! Confira abaixo a lista que separamos:

Pagu – Rita Lee

Lançada em 2000, a música de Rita Lee homenageia Patrícia Galvão – também chamada de Pagu. Escritora, poetisa, diretora de teatro, tradutora, desenhista, jornalista e ativista cultural, Pagu foi musa do Movimento Modernista, e defendia a participação ativa da mulher na sociedade e na política. Suas ações eram vistas como “avançadas demais”, e talvez por causa disso tenha sido a primeira brasileira do século XX a ser presa política.

Respeita As Mina – Kell Smith

Nascida em São Paulo e filha de pastores missionários, Kell cresceu ouvindo músicas gospel, e começou cantando em bares com um repertório de clássicos da MPB. Respeita As Mina faz parte da tracklist de seu primeiro EP, Girassol, lançado em 2018. A faixa critica a naturalização do machismo na sociedade, e seu videoclipe traz várias famosas representando situações de assédio.

Todxs Putxs – Ekena

Ekena evoluiu de uma criança comum, que dublava Xuxa e as Paquitas em karaokês infantis, para uma das vozes mais promissoras e engajadas da música brasileira. A cantora traz um repertório autoral, que endossa a voz do feminismo e a reflexão sobre relações. Todxs Putxs propõe o exercício da sororidade (mulher, a culpa que tu carrega não é tua, divide o fardo comigo dessa vez), em versos que representam um descarrego. A composição é fruto de relacionamento abusivo que a cantora viveu.

100% Feminista – Mc Carol feat. Karol Conká

Mc Carol de Niterói é um dos maiores nomes surgidos no funk carioca nos últimos anos. Carol carrega consigo diversas nuances: é periférica, negra, dona da porra toda, forte, destemida, autoritária e às vezes frágil. Ela mesma canta isso em 100% Feminista, parceria com Karol Conká lançada em 2016. A música reforça a ideia de que somos todas uma, e unindo nossas vozes, nosso grito será ouvido.

Mulheres Negras – Yzalú

Yzalú, nascida na periferia de São Paulo, começou a criar música aos 16 anos e inovou ao inserir o violão em suas músicas de rap. Na letra da música Mulheres Negras, ela declara incisivamente as diferenças entre o Feminismo Branco e o Feminismo Negro, trazendo para seu holofote as pautas negligenciadas e invisibilizadas das mulheres negras, trabalhadoras e pobres.

Desconstruindo Amélia – Pitty

Lá em 2000, quando Pitty apontou no cenário musical nacional, já percebemos que ali estava uma cantora transgressora. Suas músicas incentivam o ouvinte a pensar por si próprio e questionar e quebrar os padrões estéticos e morais impostos pela sociedade. Desconstruindo Amélia, lançada em 2009, é uma música predominantemente feminista, com clara inspiração de Simone de Beauvoir.

Meu Sexo – Larissa Luz

Larissa é baiana de Salvador, cresceu em meio a livros e música, pois sua mãe é professora de português. Ela ganhou notoriedade nacional ao assumir os vocais do Ara Ketu entre 2007 e 2012, após a saída de Tatau da banda. Em Meu Sexo, ela canta sobre a mulher que quer se conhecer no momento íntimo do sexo e não abre mão do seu prazer. Vale ressaltar que Larissa é uma das intérpretes de Elza Soares, no espetáculo musical que narra sua história.

Maria da Vila Matilde – Elza Soares

Com apenas 21 anos, Elza já era viúva e mãe de 5 filhos – um tinha morrido de fome. Ela sofreu violência doméstica, teve uma filha sequestrada e a casa metralhada durante a ditadura militar. Foi chamada de “destruidora de lares”, “a outra”, “a mulher que fez plásticas demais”. Hoje, a voz do milênio tornou-se “a mulher do fim do mundo”, e usa seu timbre rouco inconfundível como um grito pelas minorias. Maria da Vila Matilde relata a violência doméstica de forma forte e enfática, e se tornou um dos maiores hinos na luta pelos direitos das mulheres.

Curtiu nossa lista? Então escute essas músicas na playlist que preparamos para você:

OBS: descobrimos que o áudio de Mulheres Negras da Yzalú não está disponível no Spotify, então colocamos Alma Negra na playlist, para você não ter desculpa pra conhecer o trabalho dela. E se quiser conhecer Mulheres Negras também, é só ver aqui no YouTube. =)

E aí, sua música feminista nacional preferida está na nossa lista ou ficou de fora? Conta pra gente nos comentários. Ah, e não se esqueça de compartilhar o post com as migas, pra gente seguir militando juntas!

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