Feminismo e causa LGBTQ: estamos nos posicionando do melhor jeito?

O Garotas te convida a dar um passo atrás nos esforços a favor do feminismo e causa LGBTQ+, para refletir e lembrar de algumas coisas que podem nos ajudar a ser mais fortes em nossa luta.

Somos um bloco que defende as causas LGBT e feminista desde que surgimos. Nesse contexto, uma das coisas mais legais de se ver é o número cada vez maior de mulheres e LGBTs engajados, buscando seus direitos e lutando por igualdade. Mas por que ainda andamos em passos tão lentos? Por que discutimos tanto e acabamos construindo tão pouco?

Temos pensado que podemos nos tornar muito mais fortes em nossas batalhas se olharmos para dentro e começarmos a aplicar na prática alguns conceitos que já conhecemos. Vamos conversar e descobrir como?

Sororidade e fraternidade

O movimento feminista tem um termo ótimo para falar de apoio mútuo e acolhimento, chamado sororidade. Esse conceito define uma união poderosa e transformadora entre as mulheres, que tem poder revolucionário. A sororidade foca em reconhecer as diferenças entre as mulheres, respeitar outras escolhas e batalhas, mas reconhecendo um caminho em comum.

Se tentarmos um paralelo para expandir isso à outros movimentos, podemos ter em mente no conceito de fraternidade, que diz respeito a tratar quem anda ao nosso lado como um irmão. E para construir causas mais fortes, é importante dar voz a outras pessoas e não deixar nenhuma delas para trás. É tratar os nossos com carinho, união, respeito e afeto.

Não há uma causa maior que outra

Se falamos de fraternidade, falamos de cuidar uns dos outros. Sabemos que, entre as nossas, há grupos mais invisibilizados e outros com urgências muito grandes. E a construção não deve ser excludente. Quem tem menos voz deve dialogar com pessoas próximas e pedir apoio. E quem tem mais voz precisa reconhecer privilégios e ajudar a fazer com que todas sejam ouvidas.

É importante usar nossos espaços como ponto de troca, para dar lugar de fala e manifestar apoio. Todas nós, Garotas, somos vítimas de uma sociedade patriarcal, machista, misógina e preconceituosa. Ao invés de julgar as formas como cada pessoa exerce suas batalhas, é mais útil concentrar forças em conhecer as causas próximas, entendê-las melhor e apoiá-las de alguma forma. Muitas das vezes, o esforço para dar esse apoio é bem menor do que se imagina.

Juntas, nós somos revolução

Parte muito importante da luta é aprender nosso valor e reencontrar nosso amor próprio. Entretanto, muitas vezes o apoio que precisamos também vem de fora.  Saber que não se estamos sozinhas e desenvolver mais empatia é importante. Por isso, precisamos fortalecer mais o conceito de comunidade entre nós, e focar mais naquilo que compartilhamos do que no que temos de diferente.

Para isso, uma série de práticas podem ser observadas e estimuladas entre nós:

  • Romper o estigma de rivalidade entre as mulheres;
  • Respeitar mais as diferenças e evitar reforçar estereótipos;
  • Criar cadeias de apoio, segurança e proteção entre as nossas;
  • Dar uma palavra amiga despretensiosa e ser ombro de apoio quando necessário;
  • Conversar com outras pessoas para entender as dificuldades que elas passam.

Para construir comunidades mais fortes, precisamos lembrar a quem está ao nosso lado (e a nós mesmos) que está tudo bem em ser quem se é, e que nenhum desafio precisa ser enfrentado sozinho. A nossa luta é longa, o caminho é árduo, cheio de julgamentos e de pedras. Mas, apesar da opressão, ser um elemento de apoio a quem luta ao nosso lado torna a jornada mais leve e nos engrandece muito como indivíduos.

Tem mais alguma ideia de como fortalecer a voz em favor do feminismo e causa LGBTQ+? Conta pra gente nos comentários, e não se esqueça de compartilhar o post!

Comente pelo Facebook: