estereótipos sobre bissexuais

8 estereótipos sobre bissexuais que são mais do que ultrapassados

A sociedade carrega uma série de estereótipos sobre a bissexualidade. Está na hora de começarmos a falar mais disso e corrigir estas visões tão distorcidas.

O dia 23 de setembro é o dia da celebração bissexual. A data foi criada como resposta à invisibilidade, à marginalização e ao preconceito contra pessoas bissexuais. E tanto a comunidade hétero quanto a LGBT alimenta uma série de estigmas quanto a isso.

Como a gente sabe que o B de LGBT não é de biscoito, a gente listou alguns dos estereótipos sobre bissexuais mais comuns, para mostrar o quanto eles são inválidos e dar um empurrãozinho para que eles saiam de vez da nossa vida. Vamos desvendar juntas alguns mitos sobre o que é ser bi?

Ser bi não é falta de coragem de se assumir

Se declarar bi não é falta de coragem. Muito pelo contrário. Não podemos esquecer que ser bissexual também é uma fuga ao padrão heteronormativo. Mulheres e homens bi passam pelos mesmos perrengues para assumir seus afetos e sua sexualidade. É preciso ter muita coragem para abraçar e carregar esse lado na sociedade em que a gente vive. Isso é motivo mais que suficiente para que a gente tire essa ideia errada da cabeça.

Ser bi não é motivo pra julgamento de relações

A gente torce para que pessoas bi interessadas estar em uma relação consigam fazer isso de modo saudável. Se alguém se declara bi, o fato de ela se relacionar sentimentalmente com homens e mulheres deve ser visto com naturalidade. Nesse contexto, não faz o menor sentido questionar se a pessoa “namorava com homem/mulher” quando ela aparece com alguém do sexo diferente. Pessoas bi podem estar em relações com homens ou mulheres (e lembrando: isso não faz delas nem homo nem hétero).

Ser bi não é indecisão sobre preferência

Bissexuais sentem atração por ambos os sexos, e isso não se trata de indecisão. Ninguém consegue simplesmente decidir por quem vai sentir atração (se fosse assim, girls e boys lixo passariam longe de nós, não é mesmo?). Além disso, o fato é que pessoas podem se sentir atraídas por homens e por mulheres. Se alguém quiser julgar isso pela ótica de uma decisão, ela está mais do que tomada: bis gostam dos dois.

Ser bi não é sinônimo de promiscuidade

Outro preconceito bobo. O fato de existir atração por ambos os gêneros não abre uma porta para ninguém sair pegando todo mundo. E estar ao lado de uma pessoa bi não significa necessariamente que você está dando margem para ela dar em cima de você. As pessoas são muito mais do que isso. Todo ser humano é composto por sentimentos, histórias, ideias e diversas outras nuances. E não vamos esquecer: pessoas de qualquer orientação sexual podem ser promíscuas.

Ser bi não é trabalhar com uma “proporção” de interesse

Já pensou como deve ser legal ter seus relacionamentos julgados com uma régua? Tipo: “com essa não vai dar certo porque ela é 35% hétero” ou “sou super afim dele, mas não vou chegar porque ele é só 40% gay”. Não faz o menor sentido, né? Bom, isso tem uma razão muito simples: sentimento e atração não são coisas exatas e muito menos mensuráveis. Não existe régua ou proporção, e não há como mensurar o sucesso de uma relação com base nisso.

Ser bi não é modinha passageira

Com as discussões sobre sexualidade em alta, ainda tem um monte de gente que costuma dizer que ser bi é uma modinha, que as pessoas só fazem para parecer descoladas. Mas pare pra pensar: faria algum sentido ficar ou namorar com uma pessoa por quem você não tem nenhuma atração, só pra fazer parte de uma modinha? Não precisamos nem terminar esse raciocínio para concluir que é mais um preconceito sem nenhum fundamento…

Ser bi não é motivo de fetiche para héteros

Para porque tá errado… para porque tá feio… para porque tá passando vergonha! Sim, miga: ainda tem gente hétero que, ao saber que alguém é bi, fica interessado porque isso abre oportunidades de “aventuras” ou de “coisas novas”. Close erradíssimo! Se você pensa assim, volte lá em cima e leia a parte sobre promiscuidade. E não seja babaca – leve em consideração os sentimentos dos outros!

Ser bi não é motivo pra exclusão na comunidade LGBT

Como dissemos no começo, a bissexualidade também foge aos padrões sociais heteronormativos. Mas entre os próprios LGBTs, a causa bi ainda é muito invisibilizada. Ainda há boa parte do protagonismo da causa centrada no homens gays, e também uma certa “desconfiança” de estar com alguém que pode desejar alguém do sexo oposto. Mas não é muito mais positivo para todos se aceitarmos as nossas próprias diferenças e brigarmos juntos por mais igualdade? Porque excluir se podemos somar forças?

Garotas, o respeito à individualidade deve vir em primeiro lugar sempre. Sempre que não respeitamos ou fazemos pouco da visão de mundo de alguém, estamos cometendo um erro. Então vamos olhar para nossas manas e manos bi com um olhar mais gentil e empático? Juntas somos muito mais fortes!

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