Visibilidade trans

Visibilidade trans: 5 formas bem simples que você tem para ajudar

A causa trans não busca privilégios, mas sim respeito ao espaço e aos direitos básicos das pessoas trans. E contribuir com isso pode ser mais simples do que parece.

O dia 29 de janeiro é marcado no calendário como o Dia Nacional da Visibilidade de Transexuais e Travestis. Essa é uma data em que a comunidade trans pede a garantia de que seus direitos básicos serão respeitados. Já falamos um pouco sobre a realidade de pessoas trans aqui no blog. Mas muitas vezes, por ser algo fora da realidade, a gente acha que não pode ajudar tanto.

Se você é dessas e pensa que não tem o que fazer nesses casos, precisamos ser sinceronas e dizer que você está pisando na bola! O apoio à causa trans pode ser feito de inúmeras maneiras, e tem formas muito simples de ajudar. Quer saber como? Vem com a gente!

Trate as pessoas trans da maneira correta

Já parou pra pensar o quanto deve ser desagradável receber um tratamento que não reflita quem você é? Pois é, o preconceito da sociedade faz com que pessoas trans convivam com isso diariamente. Olhares tortos, nomes e pronomes inapropriados, apelidos pejorativos… tudo isso só reforça esse preconceito.

Reconhecer a pessoa pelo gênero e pelo pronome em que ela deve ser tratada é o mínimo que se pode fazer. Se policiar para falar da maneira correta com um amigo ou amiga trans após a transição também. Respeitar o direito da pessoa utilizar o banheiro do gênero com o qual ela se identifica também. Pode parecer só um pequeno gesto bobo, mas é uma forma de respeito que faz uma enorme diferença.

Fale mais sobre oportunidades de emprego para pessoas trans

Um dos principais fatos que dificulta a vida das pessoas trans é a empregabilidade. Infelizmente, é muito comum famílias que não dão apoio, e sem ter essa base, as pessoas trans acabam muitas vezes desamparadas. Pesquisas dizem, por exemplo, que 90% das mulheres trans acabam na prostituição por conta desta realidade.

Mas aos poucos, esse cenário tem mudado. Existem várias instituições que dão apoio para a inserção de pessoas trans no mercado formal de trabalho (como o Transempregos). Além disso, várias empresas já tem lançado programas de contratação voltados para a comunidade trans. E você pode ajudar com isso, divulgando e enaltecendo este tipo de iniciativa.

Apoie iniciativas em prol da educação de pessoas trans

De acordo coma REDE TRANS – erca de 82% das pessoas trans não conseguem terminar o ensino médio, em virtude da discriminação. Além de ser mais um direito básico que acaba violado, este é outro fator que dificulta a entrada das pessoas trans no mercado de trabalho.

Diversas ONGs e entidades tem feito trabalhos incríveis para apoiar nesse sentido (como a gente já falou aqui). Caso consiga atuar de modo voluntário e ajudar essas pessoas, sua ajuda será mais que bem vinda. Se não puder, participe de eventos ou iniciativas organizadas por elas. Pode parecer pouco, mas já é um grande apoio.

Aprenda e contribua com a discussão sobre a saúde das pessoas trans

Nosso Estado não tem políticas públicas e profissionais qualificados para garantir o atendimento de qualidade a população trans. Mesmo em clínicas privadas, existem poucos médicos com um conhecimento mais especializado nas demandas dessas pessoas. E isso não se atém apenas à saúde física, mas também à saúde mental. A população trans é uma das mais vulneráveis a suicídio.

A questão de saúde pública em nosso país, como um todo, ainda está longe do ideal. Mas se está difícil para quem é cisgênero, imagina para quem tem demandas ainda maiores, precisa muitas vezes recorrer à clandestinidade em questões de saúde e ainda passa por uma série de preconceitos? Precisamos entender e apoiar mais a comunidade trans na sua busca pelo direito à saúde.

Não marginalize as pessoas trans na sociedade

Vencer os preconceitos é um trabalho contínuo. Superar os preconceitos é ainda mais difícil quando não existe abertura ao redor para isso. O que todas as pessoas querem é se sentirem inclusas. Nenhuma pessoa se sente bem em sociedade se não houver uma real sensação de pertencimento, de participação e de integração.

Precisamos nos lembrar que a empatia não é verdadeira se for só da boca pra fora. Bater palmas no Carnaval e dizer que apoia não é suficiente. Converse com pessoas trans de modo igual. Pergunte o que tiver dúvida. Respeite. Se importe de verdade com o que eles e elas têm a dizer. Você não precisa ser trans para entender e apoiar – basta querer e ter disposição para aprender e ajudar, da maneira que puder.

Quer disseminar o amor e contribuir com a visibilidade trans? Então não deixe de compartilhar essas dicas com todos e todas que possam tirar proveito e aprender um pouco mais.

Comente pelo Facebook: